6.1.09

Então, é assim.

Você está muito bem seguindo o seu caminho rumo a seu lar, quando vem um babaca e bate na lateral do carro em que você está. Você roda ali dentro, capota e pára com o porta do motorista no chão. Sabe o que é engraçado nisso? Você não bate em canto algum a priori. As dores vêm depois, com os hematomas e os pontos no pé. Depois de um acidente como esse, ter apenas uma cicatrz com dois potnos no pé é nascer de novo. Não há nada em você que fale que um dia você capotou num carro, a não ser a imagem de um borrão na sua mente e aquela mínima cicatriz.

Me senti Harry Potter. Me senti na mão Dele. Me senti flutuando. Agora só me sinto viva.

Passar pelo seu primeiro acidente quando se mora sozinha não é nada fácil. Foge totalmente aquela sua imensa convicção de que você é adulta, segura de si, dona do seu nariz.

Me senti na propagadna da Oi vendo o meu nariz ser roubado, só que pela minha mãe. Tudo o que eu queria era estar no colo dela.

Mas diz, ótima maneira de começar o fim de semana antecedente ao Natal não?

Prefiro não comentar.

Ano novo, vida nova, já dizia o ditado.

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; tamy ::



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29.11.08

Tudo bem, eu confesso.

Tenho uma paixão por semana.

Não haveria melhor descrição para o meu mal que aquela comunidade orkutiana da “Paixão Anônima Instantânea”. Olhou, gamou! É pá, pum!

Nada que se compare ao arrebatamento de um amor pra vida toda, ou aqueeele seu ex-futuro-quase-marido dos sonhos que você jura que um dia ainda amarra no instituto sagrado do matrimônio, mas tenho. Até tentei pesquisar se era algum tipo de doença da sugestão psico-mental-afetiva em que as pessoas pensam estarem ligadas as outras pelo resto da vida até o fim da semana. Todavia, nessa busca incessante pela cura da minha anomalia eu percebi que não existe cura para tudo aquilo que não é caso digno de estudos científicos.
Pronto.
Desesperei.

Fui condenada a uma existência sem sentido, como diriam os pseudo-depressivos, em busca de um sentimento que ultrapasse a barreira dos fatídicos sete dias.
Samara que me perdoe o parafraseio, mas “Seven days” não é só coisa do terror do bueiro, digo, do poço. Aterroriza também pobres mentes ociosas, carentes de afeto. E nem vem com aquele de que a mente ociosa é oficina do diabo, porque nada pior que o sofrimento de uma paixão platônica nova a cada mudança do astro lunar. Ô castigo pra todos os meus pecados. E ainda querem dizer que todo castigo pra corno é pouco! Poupe-me!

Ah, claro. Digo isso porque a cada mudança de ambiente eu acho um novo alvo para meu distúrbio, e eu juro que não procuro por isso. As coisas brotam na minha mente ou são brotadas por forças alienígenas a minha própria vontade – sugestão de amigas é um desses ETs. Isso advém de um vácuo existencial no que tange as relações interpessoais de afeto entre o meu ser pensante e os do sexo masculino. – Nessas horas eu lembro que quando não rola a química, vai na física mesmo e a gente se diverte, mas deixa isso pra lá - Logo, qualquer contato não é meramente um acaso; é destino e demonstra que estarei profundamente perdida por outro espaço temporal de sete sóis. Tanto no profissional, quanto no encaminhamento dele, quanto no pessoal, a PAI me persegue.

É praga! Tem que ser!

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; tamy ::



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O que você precisa saber sobre mim:
12/06/1989; curiosa e desconfiada; míope, sonho acordada, penso no que poderia ter dito; vivo em um caos organizado.

Orgulhosa, estudante de direito, adoro francês, amo mãos e falo alto. Chata, grossa, estúpida... Gênio forte! FND, flamengo, Lapa e café. Piercing na orelha! Moro sozinha.

Não tenho uma lenda sobre mim; não costumo gostar do que faço; não tenho um 'estilo' definido de música; adoro filmes com coreografias e dançar sozinha no quarto; sei exatamente como TEM QUE SER a sala e o bar do meu futuro duplex, o resto não importa muito, e não nasci pra Amélia; tenho manias, medo do escuro, e pavor de aranhas. Antes de morrer eu tenho que conhecer o Brasil; viajar de carro com os amigos; morar em Londres, conhecer a Alemanha, a Grécia e Amsterdã; exercer minha profissão e (antes, bem antes) escolher o que fazer dela; fazer minhas próprias roupas; ter um casal de filhos; e por um instante que seja, acreditar que acreditei no "ridículo da vida"...


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Make-believe quer dizer faz-de-conta, o famoso mundo encantado dos contos infantis.